A Sabesp vai reduzir a pressão da água na sua rede durante o período noturno, em toda a Região Metropolitana. A medida será adotada a partir desta quarta-feira (27). A pressão será reduzida durante oito horas, no período em que normalmente há menos consumo. Para a Sabesp, quem tem caixa d’água não deve enfrentar problemas de abastecimento. No entanto, quem mora em regiões mais altas costuma sofrer com falta de água sempre que medidas como esta são adotadas. E, muitas vezes, mesmo com a pressão normal.
A Sabesp está atendendo determinação da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), que seguiu a orientação da SP Águas (Agência de Águas do Estado de São Paulo. O objetivo é reduzir a pressão sobre os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo. Como o Guarulhos Todo Dia informou, estes reservatórios estão no seu nível mais baixo dos últimos dez anos.
De acordo com a Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado), à qual a SP Águas está vinculada, a chamada “gestão de demanda noturna” pela Sabesp está autorizada por um período de oito horas. Os horários de início e fim da redução de pressão na rede serão definidos pela empresa. A Sabesp informou à Semil que a medida deve permitir uma economia de água de quatro metros cúbicos por segundo (4 m³/s). A implantação da medida e seus resultados serão acompanhados pelo Comitê Gestor da Política Estadual das Mudanças Climáticas.
Segundo a Sabesp, além da redução da pressão da água durante a noite, se necessário, o plano de contingência da empresa “também envolve infraestrutura instalada para trazer água de outros mananciais; avanço e recuo das áreas de cobertura dos sistemas produtores (sistema flex, que permite abastecer uma mesma região com mais de um sistema); estudos para utilizar novos mananciais; estudos para novas interligações no sistema integrado, ampliando o sistema flex e aumento da capacidade de transferência de água do Paraíba do Sul para o Cantareira”.
Pouca chuva, pouca água
A SP Águas recomendou a medida de economia em razão do baixo nível dos reservatórios de água que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo. Segundo a agência, “vem enfrentando uma sequência de anos com chuvas abaixo da média e a atual condição dos reservatórios no que diz respeito ao percentual de volume útil demanda atenção”. Para a agência, a situação é parecida com a enfrentada em 2021, mas melhor do que a registrada em 2014.
De acordo com a SP Águas, está em fase final de aprovação o Protocolo de Escassez Hídrica de São Paulo. O documento deve definir medidas preventivas e de contingência a serem adotadas para cada faixa de disponibilidade hídrica. Segundo esse protocolo, a Região Metropolitana de São Paulo está atualmente em “estado de atenção” (reservatórios com volume útil de 39,2%). Se esses valores caírem para o nível entre 30% e 20%, seria acionado o estágio crítico. Já o último estágio, de emergência, é acionado quando o volume útil fica abaixo de 20%. Você pode acompanhar a situação dos mananciais que abastecem a Grande São Paulo, atualizada diariamente pela Sabesp neste site.
O Governo de São Paulo e a Sabesp devem iniciar esta semana campanhas de conscientização da população para a adoção de medidas de economia de água. O objetivo é defender medidas simples, como contenção de vazamentos, uso de chuveiros eficientes e uso de máquinas de lavar com carga completa.
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