Combustível em Guarulhos fica ainda mais caro e aumento já chega aos fretes

Transportadoras da cidade já repassam os aumentos para o valor do frete e os reajustes devem chegar aos preços nos mercados

Edvaldo Nunes

redacao@guarulhostododia.com.br

Rivera Rosa/Agência Brasil

Publicado em 21/03/2026 às 10:48 / Leia em 4 minutos

Mais uma semana de aumento nos preços dos combustíveis em Guarulhos, segundo o Levantamento de Preços da Agência Nacional de Petróleo (ANP). O preço médio do litro do diesel S10 nos postos pesquisados na cidade chegou a R$ 7,61. Um aumento de 5,84%, na comparação com os R$ 7,19 registrados na semana passada. E, pior: um aumento superior a 26%, considerado o preço médio de R$ 6,02 apurado pelo levantamento há duas semanas.

O preço da gasolina comum também continua subindo. Nesta semana, o Levantamento de Preços da ANP apurou um preço médio de R$ 6,82 para o litro da gasolina nos postos da cidade. Na semana passada, o valor era de R$ 6,48 (aumento de 5,24%). Há duas semanas, o preço médio do litro da gasolina comum nos postos guarulhenses pesquisados pela ANP era de R$ 6,15 (+10,9%).

A justificativa para essa alta nos preços dos combustíveis tem sido a guerra no Oriente Médio, iniciada pelos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã. A região está entre as principais produtores de petróleo no mundo. Esta semana, o Irã e Israel passaram a atacar importantes locais de produção de petróleo, incluindo o maior campo de gás natural do planeta.

Apesar do etanol hidratado não ter nem mistura com produtos derivados de petróleo, o preço desse combustível também tem aumentado. O preço médio do litro do etanol hidratado nos postos de Guarulhos esta semana foi R$ 4,58. Em relação ao preço médio da semana passada (R$ 4,51), um aumento de 1,55%. Em relação ao preço médio encontrado há duas semanas (R$ 4,45), um aumento de 2,92%.

Das bombas para os fretes

A partir da próxima segunda-feira (23), uma grande transportadora de Guarulhos vai aumentar em cerca de 10% o valor dos fretes. O aumento já foi comunicado aos clientes da IBL Logística desde a última terça-feira.

Segundo Fernando Balbino, diretor da empresa, desde o começo da semana passada, motoristas agregados (autônomos) vinham pedindo a correção no valor dos fretes, para cobrir o aumento de custos com o combustível. Os motoristas autônomos, que trabalham para a empresa com seus próprios veículos, relatavam aumentos de 15% a 18% no preço do litro do diesel.

A IBL Logística é uma importante transportadora com sede em Guarulhos. A empresa tem operação em todos os estados e no Distrito Federal, com filiais próprias e parcerias, além de atuação no mercado internacional. Por isso, a IBL acompanha os impactos dos aumentos de combustíveis até em outros modais de transporte. Balbino relata, por exemplo, que já há pedidos de aumentos para o frete marítimo. Para embarques em abril já são cobrados entre 200 e 300 dólares a mais por contêiner. Um aumento de aproximadamente 10% no valor do frete.

A continuidade dessa pressão sobre o valor do frete depende da manutenção dos aumentos de preços dos combustíveis. E isso depende da evolução da guerra no Oriente Médio. Enquanto isso, o diretor da IBL Logística considera que as medidas adotadas até agora pelo governo federal são insuficientes. Fernando Balbino afirma que o subsídio a produtores e importadores e a redução a zero dos impostos federais sobre o diesel foram praticamente anuladas com o anúncio de aumento no preço do diesel pela Petrobras.

Dos fretes para os supermercados

O repasse dos aumentos nos preços dos combustíveis para o valor dos fretes é uma primeira etapa para uma pressão sobre os preços nos supermercados. Mais de 60% do transporte de carga no Brasil é rodoviário. Ou seja, feito por caminhões.

Cerca de 99% da frota de caminhões do país é movida a diesel. Isso significa que para que os produtos dos campos e das fábricas cheguem ao supermercado perto da sua casa, o uso do diesel é essencial. Qualquer aumento de preços no valor desse combustível costuma chegar, cedo ou tarde, aos preços de praticamente todas as mercadorias.

Como a pressão sobre os preços dos combustíveis se intensificou na segunda quinzena deste mês, o impacto no bolso dos brasileiros deve começar a aumentar nos próximos dias. E já deve aparecer nos índices de inflação de março, divulgados no início do próximo mês.

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