Agora, ônibus de Guarulhos vão ganhar aviso sonoro sobre paradas

Depois de nova pintura, ar condicionado, wifi e sensor antiesmagamento nas portas, ônibus da cidade agora terão equipamentos para aviso sonoro

Edvaldo Nunes

redacao@guarulhostododia.com.br

Diego Fróis/PMG/Divulgação

Publicado em 04/05/2026 às 08:00 / Leia em 4 minutos

Os ônibus municipais de Guarulhos vão ganhar um novo equipamento, segundo lei publicada no Diário Oficial. Eles serão equipados com “dispositivos sonoros e de comunicação”. Com os dispositivos instalados, “motoristas passarão informações aos passageiros sobre os pontos de parada e terminais, com as suas denominações, localizações, tempo de permanência e, ainda, outras informações úteis à viagem dos passageiros”.

O objetivo da lei é facilitar o embarque e o desembarque de pessoas com deficiência visual e de idosos, entre outros. A lei já está em vigor, mas depende de regulamentação para “especificação dos dispositivos”. Há projetos semelhantes em tramitação em vários municípios, como São José dos Campos e Ribeirão Preto. E há um projeto de lei na Câmara dos Deputados, para implantação de dispositivos semelhantes em terminais e pontos de parada de ônibus rodoviários.

O projeto de lei que originou o texto sancionado pelo prefeito Lucas Sanches (PL) teve a autoria dos vereadores André Alves, Carlinda Tinôco, Danilo Gomes, Dr. Laércio Sandes, Edmilson Souza, Geleia Protetor, Gilvan Passos, Janete Rocha Pietá, Karina Soltur, Lamé, Leandro Dourado, Luis da Sede, Marcelo Seminaldo, Pastor Anistaldo, Professor Rômulo Ornelas, Rafael Acosta, Ticiano, Welliton Bezerra, Jayme Junior, Joemilio Neres Amaral, Marcia Taschetti, Mauricio Brinquinho, Paulo Roberto Cecchinato, Sandra Gileno, Sergio Magnun, Vanessa de Jesus e Wesley Casa Forte. Talvez por ter tantos vereadores envolvidos, o projeto não sofreu veto, como está acontecendo com a maioria do que tem sido aprovado na Câmara Municipal durante a atual gestão.

Outras novidades nos ônibus da cidade

Uma das primeiras mudanças nos ônibus municipais na atual gestão foi a polêmica nova pintura. Em maio de 2025, uma portaria municipal determinou que todos os ônibus deveriam ser repintados até o final daquele ano. E, pelo que se vê atualmente nas ruas da cidade, as empresas cumpriram a portaria. Segundo uma estimativa do portal Diário do Transporte, a repintura de cada ônibus custou cerca de R$ 4 mil para a empresa concessionária.

Antes disso, em abril, a Prefeitura decretou que todo ônibus novo que fosse incorporado à frota municipal deveria ser equipado com ar condicionado e serviço de internet por wifi. No dia 30 de abril publicamos uma reportagem sobre essa medida. Na época, em nota, respondendo a uma pergunta nossa, a Prefeitura informou que da frota municipal de 809 veículos (ônibus e micro-ônibus), 59 já dispunham de ar condicionado.

Para 2025, a nota previa a incorporação de 160 novos veículos com ar condicionado. E o restante da frota, ainda de acordo com a nota, seria renovada com o equipamento, assim que a idade de cada veículo atingisse cinco anos. Esse é o limite estabelecido em contrato para que as concessionárias troquem o veículo por um novo.

À época, nós também questionamos a Prefeitura sobre os custos da incorporação dessa tecnologia aos novos ônibus. A resposta oficial foi que “quanto à planilha de custos do sistema, informamos que a administração faz o seu monitoramento constantemente e, eventuais impactos, serão considerados para sua atualização”. Ou seja, poderão ser incorporados à tarifa cobrada dos usuários ou serão cobertos pelo subsídio pago pela Prefeitura às concessionárias.

E no mês passado uma outra lei municipal determinou que todo novo ônibus incorporado à frota municipal deverá ter também sensores antiesmagamento nas portas. O objetivo é “garantir a segurança dos passageiros e evitar acidentes relacionados ao fechamento das portas, especialmente no desembarque”.

Para facilitar o pagamento pelos usuários, não tem dinheiro

Outro projeto de lei que previa novos equipamentos nos ônibus da frota municipal guarulhense teve outro tratamento. Em novembro do ano passado, o prefeito Lucas Sanches (PL) aplicou um veto total a um projeto de lei aprovado pelos vereadores, que permitiria o uso de cartões de débito e crédito para pagamento da tarifa nos ônibus municipais. O projeto de lei tinha autoria conjunta de três vereadores e tinha sido aprovado de maneira unânime na Câmara.

Entre as justificativas para o veto, apresentada no Diário Oficial, foi de que “a medida acarretará custos ao operador do sistema, não previstos nos contratos vigentes”. No entanto, como vimos acima na descrição da repintura de toda a frota, quando há interesse é possível incorporar novos custos para as concessionárias, sem quebra de contrato.

Leia mais: Agora, ônibus de Guarulhos vão ganhar aviso sonoro sobre paradas

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