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Cirurgia bariátrica: um tratamento eficiente contra a obesidade

Com perda média de peso de até 30%, mantida por até 10 anos, a bariátrica ainda reduz o registro de problemas como diabetes e hipertensão.

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Cirurgia bariátrica: um tratamento eficiente contra a obesidade

Estudos da American Society for Metabolic and Bariatric Surgery (ASMBS) verificaram que a cirurgia bariátrica promove uma perda média de peso de até 30%, mantida por até 10 anos. Além disso, tem efeitos sobre comorbidades importantes, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono. Uma pesquisa do Geisinger Medical Center, da Pensilvânia, Estados Unidos, constatou que os índices de autoestima dos pacientes mais que dobraram um ano após a cirurgia. Em uma escala de 0 a 100, os índices passaram de 33,6 para 77,5. E avaliação foi mais alta entre aqueles que mais perderam peso, independentemente de gênero, idade, raça ou tipo de procedimento bariátrico.

Como toda cirurgia, a bariátrica também traz riscos. Durante a cirurgia, há riscos como sepse e problemas cardíacos e pulmonares. Mas um grande estudo, baseado em 58 artigos, que avaliaram mais de 3,6 milhões de pacientes, identificou uma taxa de mortalidade geral de 0,08% neste tipo de cirurgia. O estudo, de 2021, foi publicado pela Oxford University Press .

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No pós-cirúrgico, os riscos maiores são de sangramentos, fístulas, hérnia e trombose. O registro de complicações, no entanto, depende do tipo de procedimento e das condições de saúde do paciente. Aqueles que têm acompanhamento multiprofissional desde antes da cirurgia, com médicos, nutricionistas e até psicólogos, têm menos chance de apresentar complicações.

Os tipos de cirurgia bariátrica aprovadas no Brasil

O termo “bariátrica” vem da junção das palavras gregas “baros” (peso) e “iatros” (tratamento). Esse tipo de cirurgia também é conhecida como redução de estômago, gastroplastia ou cirurgia de obesidade. Basicamente, a cirurgia consiste em reduzir o estômago e/ou o intestino, para diminuir a capacidade de ingestão de alimentos e absorção de calorias. E isso leva à perda de peso.

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Há quatro modalidades de cirurgia bariátrica e metabólica aprovadas no Brasil, além da colocação de balão intragástrico, que não é considerada uma cirurgia. A técnica mais praticada no país é o by-pass gástrico, responsável por cerca de 75% das cirurgias realizadas no Brasil, segundo a SBCBM. Neste caso, é feito o grampeamento de parte do estômago, que reduz o espaço para os alimentos. Além disso, é feito um desvio no intestino inicial, que aumenta a produção de hormônios que promovem a saciedade e reduzem a fome.

Outra técnica é cirurgia de sleeve, ou gastrectomia em manga de camisa. Neste caso, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros (ml). É um procedimento feito há mais de 20 anos, que também traz bons resultados no controle da hipertensão, colesterol e triglicérides. Uma terceira técnica associa gastrectomia vertical e desvio intestinal. Na cirurgia, 60% do estômago é retirado, mas a anatomia do órgão e seu processo de esvaziamento são preservados. Por fim, há banda gástrica ajustável. Atualmente responsável por apenas 1% dos procedimentos. Nela, um anel de silicone inflável e ajustável é instalado ao redor do estômago e é usado para apertar o órgão.

Leia mais: Cirurgia bariátrica: um tratamento eficiente contra a obesidade

O tratamento do excesso de peso na rede pública de saúde de Guarulhos

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