Você já é capaz ou está se preparando para ser capaz de produzir pelo menos duas vezes mais do que produzia no trabalho há um ou dois anos? Se sua resposta for não, você ainda não entendeu a revolução que a inteligência artificial está trazendo para as empresas e os trabalhadores. Com esse desafio, Pedro Guerios, vice-reitor do Eniac, abriu o Eniac Innovation Fest, na noite desta segunda-feira (06). O festival procura promover uma imersão total em novas tecnologias por meio de painéis, oficinas práticas e discussões estratégicas, como já mostramos aqui.
A palestra magna que iniciou o evento foi com Cláudio José Carvajal Jr., professor, consultor e investidor na área. Ele reforçou os aspectos ameaçadores que a inteligência artificial traz, em relação ao seu potencial de destruição de empregos. Mas lembrou que, assim como outras tecnologias disruptivas, a IA também deve criar espaço para novas profissões. E disse que por mais que os governos criem regulações, a lógica econômica induz as empresas a adotarem cada vez mais a inteligência artificial, pela sua capacidade de aumentar a produtividade empresarial (e os seus ganhos).
Carvajal, um evidente entusiasta do potencial transformador da inteligência artificial, listou exemplos do que já vem sendo feito e do que está sendo pensado em termos de uso da tecnologia. E lembrou também que este momento em que uma tecnologia disruptiva está se estabelecendo cria oportunidades para empresas menores, mas que investem em inovação. Estas empresas são capazes, neste momento de transição, de até superar gigantes empresariais estabelecidos. Como aconteceu com a Netflix na transição para o sistema de streaming, entre outros exemplos.
Depois da palestra magna, a primeira noite do Eniac Innovation Fest teve também apresentação da banda Diet Music, cover dos Mamonas Assassinas. O festival prossegue durante esta semana, até o dia 10. Para mais informações, acesse o site.

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