A Companhia do Metropolitano de São Paulo formalizou um novo acordo para descobrir as melhores formas de aproveitar as propriedades que possui espalhadas pela capital. O objetivo principal é analisar o potencial de mercado tanto de terrenos externos, que podem receber novos prédios e centros comerciais, quanto de áreas internas dentro das próprias estações, destinadas a lojas, quiosques ou serviços. Com isso, o Metrô busca atrair investimentos da iniciativa privada e aumentar suas fontes de arrecadação além das tarifas pagas pelos passageiros e dos aportes do estado.
O contrato foi publicadas no site oficial do Metrô, na última quarta-feira (19). A responsável por conduzir esse trabalho será a empresa GEU - Grupo de Estudos Urbanos Ltda., selecionada por meio de processo de credenciamento público. A empresa atua na área de inteligência urbana e ficará encarregada de produzir relatórios e levantamentos para orientar futuras parcerias.
O serviço funcionará como um raio-x do entorno de cada espaço. Os especialistas vão avaliar fatores como a circulação de pedestres, a facilidade de acesso, a infraestrutura dos bairros vizinhos e o perfil de consumo local. A partir desses dados, a consultoria indicará que tipo de empreendimento tem mais chance de sucesso em cada local, quanto tempo levaria para ser construído e quais valores o Metrô deve cobrar em futuras concessões ou leilões desses espaços.
O contrato não traz uma lista fixa de estações ou bairros onde os estudos acontecerão. O modelo funciona sob demanda. Isso significa que os trabalhos só começam quando o Metrô decide analisar um ponto específico de interesse estratégico. A cada nova necessidade, a companhia emite uma ordem de serviço própria com as orientações para aquela área.
Por conta desse formato sob demanda, o prazo de entrega não é único nem fixo. O tempo para a elaboração dos relatórios varia conforme o tamanho e a complexidade de cada terreno ou espaço requisitado, sempre contado a partir do pedido oficial feito pela administração do Metrô.
Em relação a prazos, vigência e valores estabelecidos na contratação, o acordo prevê:
- O contrato tem vigência total de 26 meses, sendo 24 meses reservados para a realização dos serviços.
- O prazo de entrega de cada trabalho é variável, sendo estipulado pelo Metrô em cada solicitação de acordo com o tamanho e a complexidade do imóvel.
- A remuneração é feita por preço unitário, ou seja, a estatal só paga por laudo efetivamente concluído e aprovado.
Os preços:
- Estudo para terrenos e áreas de até 5.000 m²: R$ 20.065,35 por unidade.
- Estudo para terrenos e áreas entre 5.001 m² e 10.000 m²: R$ 26.030,55 por unidade.
- Estudo para terrenos e áreas entre 10.001 m² e 25.000 m²: R$ 31.995,75 por unidade.
- Estudo para terrenos e áreas acima de 25.000 m²: R$ 37.960,95 por unidade.
Os preços unitários já incluem todas as despesas com visitas de campo, mão de obra especializada, tributos e a entrega final dos relatórios técnicos. Dessa forma, os cofres públicos remuneram apenas os serviços que gerarem resultados concretos para o planejamento da rede sobre trilhos.


