Metrô em Guarulhos: Licitação da Linha 19-Celeste é adiada pela segunda vez

Inicialmente marcados para acontecerem em junho, leilões serão realizados na segunda quinzena de julho.

Vinícius Andrade

redacao@guarulhostododia.com.br

Trem da Linha 17-Ouro, do Metrô (Foto: Agência SP)

Publicado em 23/06/2025 às 13:10 / Leia em 5 minutos

O Metrô adiou pela segunda vez o processo de licitação referente à execução das obras civis e implantação de sistemas para os três lotes da Linha 19-Celeste. Agendados para 4, 5 e 6 de julho de 2025, agora os leilões digitais vão acontecer em 22, 23 e 24 de julho. As demais condições do processo licitatório permanecem inalteradas. O aviso de retificação foi publicado no site da Companhia do Metropolitano de São Paulo nesta segunda-feira (23).

O Metrô de São Paulo adiou essas datas para a execução das obras civis, que incluem a elaboração do projeto executivo, a obra bruta, a arquitetura, a via permanente, e o fornecimento e implantação dos sistemas de alimentação elétrica e auxiliares.

A licitação foi dividida em três lotes. O Lote 1 compreende o trecho de Guarulhos, incluindo um Poço de Ventilação e Saída de Emergência (VSE), além das estações Bosque Maia, Guarulhos (centro), Vila Augusta, Dutra e Itapegica.

O Lote 2 abrange as estações Jardim Julieta, Jardim Brasil (identificada também como Vila Sabrina), Jardim Japão (também Cerejeiras), Curuçá (também Santo Eduardo) e Vila Maria, além de um pátio de manutenção e VSE. Já o Lote 3 inclui as obras de Catumbi, Silva Teles, Pari (também Cerealista), São Bento e Anhangabaú.

O processo licitatório foi aberto pelo Metrô em março. Inicialmente, a escolha das empresas aconteceria na primeira semana de junho. Atrasos como este não são incomuns em grandes projetos de infraestrutura, mas geram um efeito de bola de neve no cronograma.

As 15 estações da Linha 19-Celeste do Metrô: 5 em Guarulhos e 10 em São Paulo

O processo para a construção da Linha 19-Celeste

A Linha 19-Celeste é um projeto ambicioso que pretende estabelecer uma ligação subterrânea entre a região central de São Paulo, do Anhangabaú, até Guarulhos, na altura do Bosque Maia. O plano total contempla a construção de 15 estações, totalizando 17,6 quilômetros de vias e a inclusão de um pátio para manutenção de trens. O investimento estimado para a implantação completa da Linha 19 é de R$ 19,5 bilhões, cobrindo obras civis, sistemas, desapropriações e a compra dos trens.

Para que as obras avancem, é necessário adquirir as áreas por onde a linha passará. Esse processo é chamado de desapropriação e é uma etapa fundamental. O Metrô já assinou um contrato com a empresa CTA Consultoria Técnica e Assessoria LTDA, no valor de R$ 1.695.032,00, para realizar o trabalho técnico de desapropriações.

As atividades da empresa incluem um cadastro detalhado de cada imóvel, a avaliação do valor de mercado das propriedades, a busca e obtenção de documentos importantes, a análise da situação fundiária e a organização de todos os processos administrativos. Essas ações são cruciais para que o Metrô possa comprar os terrenos necessários para as estações, subestações, estacionamentos de trens, poços de ventilação e saídas de emergência.

Em Guarulhos, imóveis em bairros como Maia, Centro, Vila Augusta e Itapegica serão impactados, incluindo estabelecimentos conhecidos como o McDonald’s, o Posto Shell, o Banco Santander (na Paulo Faccini com Tiradentes), o Poli Shopping e comércios na região do calçadão da Dom Pedro II.

O contrato para os serviços de desapropriação tem duração de 16 meses, com 12 meses de execução a partir da emissão da primeira Ordem de Serviço. A expectativa é que as desapropriações aconteçam a partir do segundo semestre de 2026, período em que se prevê o início das obras civis. Caso os proprietários não aceitem vender suas propriedades de forma amigável, o processo pode evoluir para disputas judiciais.

Prazos para as obras em Guarulhos

As obras civis serão realizadas em três frentes de trabalho simultâneas, utilizando três grandes máquinas perfuradoras de túneis, popularmente conhecidas como “tatuzões”. Duas dessas máquinas começarão a operar a partir da Estação Jardim Julieta, enquanto a terceira será lançada na Estação Vila Maria. O projeto executivo, que é a fase de detalhamento da obra, deverá ser concluído em 2026.

A previsão é que o início das obras civis ocorra entre o final de 2026 e o início de 2027, com uma estimativa de conclusão em até 75 meses, o que significa que a Linha 19-Celeste deverá estar pronta entre 2032 e 2033.

Uma vez em operação, a Linha 19-Celeste terá 31 trens, com capacidade para transportar até 630 mil passageiros por dia. A expectativa é que o tempo de viagem entre Guarulhos e o centro de São Paulo seja reduzido em até uma hora. A linha também oferecerá integração com outras linhas do Metrô, como a Linha 1-Azul, Linha 2-Verde e Linha 3-Vermelha, além de potencial para futuras conexões com a rede metropolitana de trens.

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