Dutra já tem placas com indicação de tarifas do pedágio eletrônico

Pagamento do pedágio eletrônico só vai começar depois da conclusão das obras, mas placa indica cobrança de acordo com saída da pista expressa

Edvaldo Nunes

redacao@guarulhostododia.com.br

Guarulhos Todo Dia

Publicado em 12/08/2025 às 19:40 / Leia em 4 minutos

Além dos pórticos com o sistema de cobrança do pedágio eletrônico, as obras na Dutra também estão incluindo a instalação de novas placas. Algumas estão com as informações protegidas por um plástico preto. Mas a queda de parte do plástico revelou parte das informações de ao menos uma das novas placas. Ali é possível ver indicações sobre a futura cobrança de pedágio eletrônico na pista expressa. O também chamado “free flow”, que está gerando tanta polêmica entre os moradores de Guarulhos.

Guarulhos Todo Dia fez a imagem da placa localizada na pista lateral (local), no sentido Rio de Janeiro, uns cem metros antes da passarela de pedestres do Parque Novo Mundo. Com a queda de parte do plástico que cobria a placa, como você pode ver na foto que ilustra esse texto, é possível ver parte das informações. Ali, há indicações para quem vai pegar a entrada para a Via Expressa, que fica logo à frente.

Pelo que a placa indica, quem acessar a Via Expressa vai pagar um determinado valor de tarifa se sair para acessar a Rodovia Fernão Dias, outro valor se usar a saída para a Avenida Tiradentes e um terceiro valor se sair no acesso ao Aeroporto de Guarulhos. E, como já foi explicado sobre o sistema de cobrança do pedágio free flow, quanto maior o trecho percorrido, maior a tarifa.

Quando começa a cobrança e quanto vai custar?

O pedágio no trecho entre Arujá e São Paulo da Dutra só será cobrado para quem usar a pista expressa. Quem percorrer todo o trecho pela pista local não pagará nenhuma tarifa, como sempre ocorreu nesse trecho. Mas quem acessar a via expressa, pagará de acordo com o trecho percorrido. Quanto maior o trecho, maior a tarifa.

A concessionária da rodovia só poderá iniciar a cobrança depois que concluir as obras de reformas nesse trecho da Dutra. Só aí ela poderá solicitar autorização de cobrança para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Não há ainda informações oficiais sobre os valores que serão cobrados, mas o valor base deve ser por quilômetro rodado.

Um dos viadutos de ligação entre a Via Dutra e a Fernão Dias, em Guarulhos, está pronto
(Foto: Bueno Drone/YouTube)

As obras realizadas pela RioSP no trecho de Guarulhos da Rodovia Dutra, entre Arujá e São Paulo, completaram dois anos em 1º de julho de 2025. Inicialmente, em julho de 2023, a CCR RioSP havia comunicado que a previsão de conclusão era de 18 meses, ou seja, no primeiro trimestre de 2025. No entanto, o cronograma sofreu diversas alterações.

O atraso se deveu, em parte, a mudanças de fornecedores nas obras civis, o que levou os trabalhos a ficarem “praticamente parados entre março e o final de maio”. As atividades foram retomadas há pouco mais de um mês, com a concessionária acelerando os trabalhos para evitar novos atrasos.

Atualmente, a promessa é finalizar a obra da Via Dutra no início do segundo semestre de 2025. A obra completa está orçada em R$ 1,4 bilhão e inclui, além dos viadutos para a Fernão Dias, a finalização das novas pistas expressas e os viadutos de acesso à Rodovia Hélio Smidt.

Como pagar o free flow da Dutra

Ao contrário das praças físicas de pedágio, a cobrança não exigirá parada e não será imediata. A cobrança será automática, por um sistema eletrônico instalado em pórticos nas entradas e saídas da pista expressa. Os veículos serão identificados ao entrar e sair, através de tags (como Sem Parar, Veloe e ConectCar) ou pelas suas placas.

A cobrança por tags é automática, como já ocorre nas praças físicas de pedágio. Já a cobrança pelas placas ficará registrada e o motorista terá até um mês para fazer o pagamento, no site específico ou em um aplicativo da concessionária. O não pagamento implicará em multa e na perda de pontos na CNH do motorista responsável pelo veículo.

De acordo com cronograma apresentado pela concessionária RioSP ao Ministério Público Federal, a ideia é implementar o Free Flow em quatro fases, com duração total de 15 meses, após a conclusão das obras. No entanto, esse cronograma ainda não foi confirmado oficialmente.

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