Guarulhos fica atrás de Osasco, Barueri, Campinas e ABC em índice de progresso social

Estudo avaliou pela primeira vez a qualidade de vida e o desempenho socioambiental dos 5.570 municípios brasileiros. Guarulhos ficou na 423ª posição no ranking geral.

Vinícius Andrade

redacao@guarulhostododia.com.br

Bueno Drone/Guarulhos Todo Dia

Publicado em 03/07/2024 às 15:12 / Leia em 4 minutos

Segunda maior cidade do estado de São Paulo e maior não-capital do Brasil, Guarulhos tem motivos para se orgulhar em alguns índices nacionais, principalmente os que estão ligados à economia, tamanho e geração de emprego. No entanto, um estudo inédito divulgado nesta quarta-feira (3) demonstra que o município ainda tem muito a melhorar. O Índice de Progresso Social – Brasil (IPS Brasil), que avalia a qualidade de vida e o desempenho socioambiental dos 5.570 municípios brasileiros, deixou Guarulhos atrás de cidades como Campinas, Osasco, Barueri, Santo André, São Bernardo e São Caetano.

O IPS se apresenta como uma ferramenta de gestão territorial baseada em dados públicos, que identifica e apresenta, em uma mesma escala, se as pessoas têm o que precisam para prosperar, desde necessidades básicas como abrigo, alimentação e segurança, até se possuem acesso à informação e comunicação, e se são tratadas igualmente, independentemente de gênero, raça ou orientação.

Guarulhos ficou com IPS de 65,02 pontos, de 100 possíveis. A nota deixa a cidade acima do IPS Brasil 2024 geral, que atingiu 61,83, na média. São Paulo é o estado com melhor desempenho, com 66,25 pontos –ou seja, Guarulhos ficou abaixo da média estadual.

O município, que tem uma das principais economias do país, aparece somente na 423ª posição no ranking geral do país, abaixo de outras grandes cidades paulistas, tanto da região metropolitana quanto do interior, conforme você pode ver na lista um pouco mais abaixo.

No IPS Brasil – 2024, o município de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, apresentou o melhor desempenho, com nota 74,49. A melhor capital é Brasília (71,25), seguida por Goiânia (70,49), Belo Horizonte (69,62) e Curitiba (69,36). No outro extremo, o município com o pior resultado é Uiramutã (37,63), em Roraima. A capital com média mais baixa é Porto Velho (57,1).

  • São Caetano – 14ª posição – 70,02
  • Campinas – 18ª posição – 69,88
  • São Paulo (capital) – 40ª posição – 68,79
  • Ribeirão Preto – 81ª posição – 68,03
  • Barueri – 88ª posição – 67,95
  • Sorocaba – 90ª posição – 67,9
  • São Bernardo – 102ª posição – 67,72
  • Osasco – 106ª posição – 67,68
  • Santo André – 195ª posição – 66,73
  • Guarulhos – 423ª posição – 65,02
  • Taboão da Serra – 733ª posição – 63,53
  • Diadema – 933ª posição – 62,85
  • Mauá – 1369ª posição – 61,61

Confira dos dados completos de Guarulhos e de todas as cidades brasileiras aqui.

Como funciona o IPS Brasil?

Para traçar um quadro da qualidade de vida dos municípios do Brasil, o IPS avalia um conjunto de indicadores agrupados em três grandes dimensões. A estrutura do IPS possui três dimensões (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades) e 12 componentes, conforme você pode ver na imagem abaixo. Cada componente responde uma pergunta orientadora e possui de três a seis indicadores.

Critérios do IPS, índice de desenvolvimento do Brasil

O IPS Brasil 2024 geral atingiu uma nota igual a 61,83. Entre as dimensões do IPS Brasil 2024, a Dimensão 1 (Necessidades Humanas Básicas) possuía a melhor pontuação geral média (73,58). Já a Dimensão 2 (Fundamentos do Bem-estar) atingiu nota igual a 67,10 e a Dimensão 3 (Oportunidades) revelou o pior resultado (44,83).

Aqui em Guarulhos, a dimensão “Necessidades Humanas Básicas” ficou com nota 80,76, a de “Fundamentos do Bem-estar” com 72,76 e “Oportunidades” em 41,55 (abaixo da média nacional).

A pesquisa

Para calcular o IPS Brasil 2024, foram utilizados um total de 53 indicadores públicos de fontes oficiais e de institutos de pesquisa, com fontes como DataSUS, Instituto de Estudos para Políticas de Saúde, Conselho Nacional de Justiça, Mapbiomas, Anatel, CadÚnico, Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, entre outras.

Pela primeira vez aqui no Brasil, um estudo aplicou, de forma tão abrangente, uma metodologia internacional que calcula o bem-estar da população a partir de dados oficiais.

Desenvolvido pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) em parceria com Fundación Avina, Amazônia 2030, Anattá Pesquisa e Desenvolvimento, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative, o IPS Brasil pode ter o resultado completo conferido aqui.


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