Ministro da Saúde, prefeito, vereadores, deputados, secretários municipais e, certamente, muitos candidatos da eleição deste ano. O evento que deve reunir todas estas pessoas é uma cerimônia para anunciar o início de uma obra em Guarulhos. A cerimônia será no CME Adamastor, a partir das 14h30 desta sexta-feira (30). A obra é uma policlínica, que será financiada com verbas do programa Mais Acesso a Especialistas, do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O evento está na agenda do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), que é apontado como um possível candidato do partido dele nas eleições deste ano. Tanto para a disputa para governador do estado quanto para uma das duas vagas ao Senado. O deputado federal Alencar Santana (PT) também correu ontem para postar sobre o evento. E a Prefeitura de Guarulhos distribuiu convites para a cerimônia, que certamente vai aparecer em posts e stories de várias contas.
Tudo isso é normal, já que se trata mesmo de um evento importante, de uma obra que, assim que finalizada e entregue, deve beneficiar muito a saúde pública da cidade. Mas em ano de eleição, esse tipo de evento adquire outra proporção e cada um procura “puxar a sardinha para o seu lado”. O importante é que isso não atrapalhe o andamento do projeto, da obra, da entrega e do início de operação da nova policlínica. E que todas as promessas feitas agora sejam cumpridas. Depois disso, certamente, cada guarulhense vai avaliar quem merece ser nomeado o “pai da criança”.
O projeto da policlínica
Guarulhos foi um dos cinco municípios paulistas anunciados, ainda em 2024 como os primeiros a ter acesso a essa verba, destinada à construção de policlínicas do SUS, conforme reportagem do Guarulhos Todo Dia publicada na ocasião. Os outros municípios beneficiados, à época, foram Franco da Rocha, Mauá, Sumaré e São Paulo (com duas unidades). No total, o projeto prevê a construção de 55 policlínicas em 24 estados, beneficiando 19 milhões de pessoas. O valor total destinado ao programa é de R$ 1,65 bilhão, com investimento previsto em cada policlínica de R$ 30 milhões, considerando obras, equipamento e mobiliário.
As policlínicas fazem parte do projeto Agora Tem Especialistas, que na época do lançamento se chamava Mais Acesso a Especialistas. Mirela Pessatti, arquiteta responsável pela planta do projeto, afirma que o objetivo das unidades é que funcionem como um centro integrado de cuidado, com todos os procedimentos concentrados em um só local. “Com isso, desafogamos outros pontos de atenção como os hospitais, otimizamos tempo e salvamos mais vidas, agindo em tempo oportuno”, afirma a arquiteta.
A unidade deve ter núcleos de atenção integral. O projeto também prevê espaço de reabilitação para pacientes com sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e doenças respiratórias. Na policlínica também devem ser oferecidos exames gráficos e de imagem, como ressonância magnética, tomografia e eletrocardiograma. Haverá consultórios de várias especialidades e poderão ser realizados no local pequenos procedimentos, como vasectomia, cauterização e biópsias.
Segundo o Ministério da Saúde, o projeto destas policlínicas também segue parâmetros de sustentabilidade como ventilação e iluminação natural no máximo de ambientes possíveis, método de uso e reuso de água e captação de energia solar, além de priorizar o uso de materiais com pouca necessidade de manutenção, reparos e substituições. Todos os consultórios e espaços de exame devem ser equipados de forma a permitir a implantação de iniciativas de telessaúde e saúde digital.
A imagem que ilustra este texto foi retirada de um vídeo de apresentação do projeto das policlínicas. Veja, abaixo, mais uma série de imagens retiradas deste mesmo vídeo.





Aplicação de multas por evasão de pedágio no Free Flow da Dutra deve começar em junho, confirma ANTT