Quer parar de fumar? SUS oferece tratamento com avaliações semanais

Para ter acesso ao tratamento gratuito contra o cigarro, vá até uma UBS (Unidade Básica de Saúde), leve um documento de identidade e peça para se inscrever no Programa Cessação de Tabagismo.

Vinícius Andrade

redacao@guarulhostododia.com.br

Divulgação/Governo de SP

Publicado em 02/06/2024 às 18:52 / Leia em 4 minutos

O estado de São Paulo registrou 25.072 procedimentos clínicos ambulatoriais por câncer de pulmão entre janeiro de 2023 e março de 2024. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 85% dos casos diagnosticados desse tipo de tumor tem como principal fator o cigarro. Além disso, nesse mesmo período, foram notificados 28.591 casos de câncer de boca, umas das doenças relacionadas ao tabagismo, juntamente com os cânceres de lábio, faringe e esôfago. Fumar é a principal causa de mortes evitáveis no mundo.

No entanto, quem ainda fuma e quem já conseguiu parar sabe o quanto é difícil deixar o cigarro. Porém, você não precisa passar por essa batalha contra o vício sem ajuda.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar. Para ter acesso, vá até uma UBS (Unidade Básica de Saúde), leve um documento de identidade e peça para se inscrever no Programa Cessação de Tabagismo. Aqui em Guarulhos, de acordo com o Governo de São Paulo, todas as 69 UBSs estão prontas para realizar o acolhimento e o acompanhamento. Confira a lista completa de UBSs aqui.

O atendimento inclui desde avaliação clínica com os profissionais de saúde até terapia medicamentosa, quando necessário. Nos encontros semanais, são avaliados pontos como: o que leva o usuário a fumar, o nível de dependência da nicotina e a eventual existência de comorbidades. O paciente também é constantemente conscientizado sobre os riscos do consumo do cigarro, os benefícios ao parar com o hábito e como prevenir recaídas.

“A nicotina presente no cigarro está relacionada ao desenvolvimento e agravamento de transtornos mentais, como depressão e ansiedade. Entre os pacientes tabagistas que procuram o programa estadual de controle do tabagismo, 39,13% apresentam transtornos depressivos e 49,52% têm transtornos de ansiedade”.

Sandra Silva Marques, coordenadora do Programa Estadual do Controle do Tabagismo, da Secretaria Estadual de Saúde (SES) de SP

Fumar também faz mal para quem fica ao seu lado

O cigarro não faz mal apenas para quem fuma, mas também para quem fica exposto à fumaça do tabaco. O tabagismo passivo apresenta inúmeros riscos. Desde irritação nos olhos, tosse, aumento das manifestações alérgicas, dor de cabeça, até doenças respiratórias. “A exposição aos componentes tóxicos e cancerígenos presentes na queima do tabaco contribui para processos inflamatórios pulmonares e sistêmicos, além do aumento do risco de doenças cardiovasculares e respiratórias para quem está em volta”, explica Sandra.

Bebês e crianças são ainda mais vulneráveis ao tabagismo passivo, pois ainda não desenvolveram totalmente o aparelho respiratório. O volume dos compostos tóxicos inalados e o peso da criança trazem maior risco. “Estudos relatam que, em bebês, há cinco vezes mais chances de morte súbita sem causa aparente e para crianças, há o risco aumentado de resfriados, pneumonia, bronquite e asma”, diz a coordenadora.

Os riscos do cigarro eletrônico

Cigarros eletrônicos e os produtos de tabaco aquecido também são viciantes e fazem mal à saúde. Apesar de a comercialização, importação e publicidade serem proibidas no Brasil, eles são vendidos em diversos lugares e têm muito apelo junto ao público jovem. A Pesquisa Nacional da Saúde de 2019 mostrou que aproximadamente 1 milhão de pessoas no país faziam uso do dispositivo, sendo que 70% tinham idade entre 15 e 24 anos.

Um mito que vem sendo disseminado é de que o cigarro eletrônico seria menos prejudicial que o tradicional. Entretanto, evidências coletadas pela Organização Mundial da Saúde comprovam riscos tão grandes quanto. Dentre eles, a forte dependência, emissões tóxicas similares aos cigarros convencionais e maior probabilidade do desenvolvimento de doenças pulmonares, cardiovasculares e câncer.

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